"Eu acreditei durante muito tempo em amor romântico. Hoje em dia eu não acredito em amor romântico não! Eu acredito em respeito e amizade, entendeu? O que eu achava de paixão, dessa coisa de amor romântico mesmo, eu acho que traz muito sofrimento e sempre acaba. Sempre acaba. Você sofre, você fica pensando na pessoa, você não funciona direito, ao mesmo tempo que você descobre muitas coisas boas em você, pelo menos comigo acontece isso, eu descubro certas invejas, certos ciúmes, uma certa possessividade… e isso incomoda."

Renato Russo

Minha flor serviu pra que você achasse alguém. Um outro alguém que me tomou o seu amor e eu fiz de tudo pra você perceber que era eu…

"O amor é complexo. Capitu traiu Bentinho ou não? Depende de quem lê. Depende de quem vê. Depende de quem ama"


(Source: hi-pocondria, via suchasuckerforyou)

"Não importa onde você parou ou em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças. E eu pergunto: sofreu muito nesse período? Foi a dor do aprendizado. Chorou muito? Foi a limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las. Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora."

— Carlos Drummond de Andrade  

(Source: imaturo, via suchasuckerforyou)

Hoje, mais do que em todos esses massacrantes dias pós-mudança, me sinto acabada, devastada, destruída.

Não tenho mais forças pra buscar, gana pra tentar nem vontade pra agir. 

Sinto que minha vida é uma inércia, inerente à qualquer coisa contrária à carinho e união.

Me sinto em um ciclo, que justamente por ser um ciclo, se repete, estapeando toda vez em minha cara as provas de que nada nunca foi real. 

Nunca é. 

Estou plenamente convencida de que não combino com essa coisa de amor. Reciprocidade definitivamente não se encontra fácil na minha vida.

Mas independente do quão desestruturada estou, e não importa quantas vezes algo desse tipo aconteça, vou sempre vestir um sorriso que esconde qualquer coisa menos feliz que um sincero “bom dia”. E uma convicção me dou o direito de ter: O porteiro nunca vai perceber se há algo de errado comigo. 

Ninguém merece sentir a mágoa que sai do meu peito e que fica devidamente entalada na minha garganta. 

Ninguém tem nada a ver com minhas desilusões. A não ser, claro, meus amigos. Desses eu não faço questão de esconder nada. Amigos estes que prometeram não mudar. Vamos mudar de assunto.

Isso tudo se trata de amor. Amor esse que quando sentido é negado até o fim de sua existência. Tudo porque os valores de pudor e do que é banal estão embaralhados.

Naturalmente tem-se pudor porque não é banal, acontece que nesse caso pudor virou sinônimo de vergonha.

Seria mais natural ouvir alguém gritar a palavra sexo no meio da Avenida Rio Branco às seis da tarde do que ouvir gritarem amor. 

As pessoas acham vergonhoso deixar transparecer o êxtase que isso as faz sentir… Não me excluo do grupo, mas concluo que há algo errado em mim, há algo errado nos outros. 

Ou talvez não. Talvez haja alguma coisa errada com o amor.

O amor que vejo pessoalmente não é o mesmo amor de Shakespeare que deixa o corpo em carne viva de paixão. Tudo o que vejo são corpos que se tocam, que trocam afeto superficial. Corpos que não se sentem, não se enxergam. Corpos que como bem disse Rita Lee, são milhões de vasos sem nenhuma flor. 

Em meio à tanta confusão agora não peço mais pra sentir, muito menos pra não sentir. Tudo o que eu quero é acreditar que essas alegrias violentas, com fins violentos, que falecem no triunfo são mais que mera literatura. E continuo esperando, sem mais procurar, alguém que, como fogo e pólvora, em um beijo me consuma. 

Não que seja importante, propício ou essencial - até porque de essência não tem nada -, é que em alguns momentos preciso de algo para preencher o vazio, o buraco, ou até mesmo a falta que certa coisa me faz, certa coisa até o momento desconhecida porém já muito apreciada. Como se, consciente de que um vulcão está prestes a entrar em erupção, eu aguardasse eternamente algo que nem sei o que vem a ser. O vulcão está sempre prestes, sempre prestes… Prestes a fazer meu chão tremer, a me derrubar, a me fazer sentir. Sentir a falta do que antes não tirava meu sono. Continuo aguardando, e assim permanecerei. Até o dia em que eu deixe de sentir uma falta que não me enlouquece, enfraquece, permanece. Só adormece.

You shoot me down but I won’t fall, I am titanium.

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